A Joana o que é de Joana!

por João Mendes 0

Joana Lima terminou o seu mandato ainda não passaram dois meses e continua a ser recorrentemente atacada pela oposição. Por algumas das mesmas pessoas que usavam recorrentemente o argumento de que “o julgamento tinha sido feito nas urnas” quando estavam em causa críticas ao executivo que enterrou o concelho da Trofa em dívidas e que é o principal responsável pela situação delicada em que nos encontramos actualmente, impostos no máximo incluídos.

Acontece que, tal como Bernardino Vasconcelos (ainda que neste caso o legado não seja proporcional ao buraco financeiro), Joana Lima deixou um legado importante para todos os trofenses, quer na redução drástica de inúmeras rubricas do orçamento camarário, quer pela introdução dessa excelente prática que é o OPJ, entre outros aspectos. Também cometeu erros que são conhecidos de todos, mas a estratégia politico-partidária da oposição local ao PS passa pela disseminação do mito de que Joana Lima nada fez e ainda conseguiu uma governação pior que a anterior. Nada mais falso.

Mas existe algo que, na minha opinião, demarca a autarca Joana Lima do autarca Bernardino Vasconcelos. É que Joana Lima não virou as costas aos seus eleitores e assumiu o seu lugar na vereação perante um executivo que é, evidentemente, hostil. Já Bernardino Vasconcelos, quando confrontado com a derrota nas urnas, optou por ignorar o voto e a confiança em si depositada e, não tendo sido eleito presidente, recusou o cargo de vereador. E isto é significativo. Muito significativo e diz muito sobre o sentimento de serviço público de um e de outro. Pelo menos para mim.

Alguns de vocês poderão dizer-me: “Claro que ela assumiu o lugar. Se não o fizesse não poderia voltar a ser candidata do PS à CMT”. E não deixando tal de ser verdade, em quatro anos muita coisa muda e o próprio partido, cuja liderança concelhia será em breve disputada por Marco Ferreira e Mário Mourão, poderá não apoiar uma nova corrida da autarca cessante. São muitas as incertezas, mas existe algo que ninguém pode tirar a Joana Lima: apesar da derrota, assumiu as suas responsabilidades perante o eleitorado que confiou nela. Ao contrário de outros. A Joana o que é de Joana.

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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