Mentalidades

por Nuno Martins 0

Pudemos todos acompanhar nos últimos dias a calamidade dos incêndios, que se abateu desta vez em força na Serra de Monchique.

Não vou aqui falar das causas, culpados ou eventuais castigos para os incendiários. Vou falar de algo ainda mais macabro sobre este fogo no Algarve.

Até ao momento em que escrevo este texto não houveram vítimas mortais. São já 27 mil hectares de floresta queimada, muitas casas, automóveis, máquinas agrícolas e outras propriedades destruídos, algumas dezenas de pessoas feridas, uma em estado grave. Um cenário quase perfeito. Quase. Faltam os mortos, de preferência muitos.

E digo isto em que perspectiva? É aqui que entra o aspecto sórdido da questão: por um lado nao tenho dúvidas que, em nome da audiência, certa comunicação social, ávida de tragédia e do sofrimento alheio, rejubilaria com mortos, muitos mortos, para explorar até à última lágrima a dor das pessoas. Por outro lado, mas não menos sinistro, é a quase certeza com que se fica ao ler as redes sociais que uma parte dos apoiantes de certos partidos políticos desejavam que houvessem mortos só para poderem "explodir" ainda mais o seu ódio ao Governo.

Mas este é um mal que já vem de longe, quando o Governo era de direita era a vez das pessoas afectas à esquerda fazer o mesmo papel baixo, vil e covarde.

Uma causa que devia ser de todos na ajuda aos que tudo perderam e na procura de soluções para acabar com este flagelo de todos os Verões, tornou-se uma "guerra civil" das redes sociais.

Nuno Martins

Sou o Nuno, nasci no Porto em 1978 e sempre vivi em Alvarelhos. Poder dizer o que penso e não o que os outros querem que eu diga é para mim a maior conquista do 25 de Abril. Essa é a principal premissa deste espaço, por isso posso dizer também e com orgulho que a Trofa é minha!

Comentários

Deixar um comentário

Faça Login para comentar.