Seguindo o Ave

por Nuno Martins 0

Nos dias frios e chuvosos de inverno somos de vez em quando brindados com uma bela manhã primaveril.

Foi numa destas manhãs que resolvi dar uma caminhada diferente. Fui como vou muitas vezes até ao Parque das Azenhas, entrada de Real, junto à Academia Municipal. Chegado à margem do Ave, segui o seu curso para montante, e fiz as centenas de metros até ao fim do parque, junto às pontes ferroviária e pedonal. Atravessei aí para a outra margem - estava em Lousado, Famalicão.

Segui para a direita. Pelo caminho há vários motivos de interesse, como várias capelas e “Alminhas” antiquíssimas, o Rio Pelhe que a umas centenas de metros desagua no Ave, e o museu ferroviário de Lousado. Chegado à Ponte da Lagoncinha, obra da época medieval, atravessei os seus quase 120 metros de comprimento. Estava de novo na margem esquerda do Rio Ave. Continuei o seu percurso na estrada em direcção a Santo Tirso. Uns quilómetros adiante, logo depois de passar debaixo do viaduto da auto estrada, virei à direita para a Capela de São Bartolomeu. E estava já em território de Santo Tirso!

A capelinha é de estilo simples, tem perto umas mesas para piqueniques e o local seria muito aprazível não fosse o constante barulho dos carros na auto estrada ali perto... Todos os anos no último domingo de Agosto é realizada a festa em honra do Santo.

Recomecei o percurso inverso. Chegado à Ponte da Lagoncinha desta vez não a atravessei, segui na estrada principal em direcção à Trofa. Mais à frente meti por caminhos de terra que acompanham o curso do Ave. E foi aqui que vi o que não queria ver: montes e montes de lixo, um autêntico aterro sanitário desolador em plena via pública... Não percebo como há pessoas capazes disto.

Continuei caminho e em breve comecei a avistar a ponte ferroviária. Ainda fui a tempo de “apanhar” o comboio!!!

Chegado ao Parque das Azenhas terminou esta caminhada de 12 quilómetros. Muito agradável, sossegada, cheia de pontos de interesse arquitectónico e natural... apenas manchada pelo final sujo e que infelizmente começa a ser cartão de visita negativo do nosso concelho...

Nuno Martins

Sou o Nuno, nasci no Porto em 1978 e sempre vivi em Alvarelhos. Poder dizer o que penso e não o que os outros querem que eu diga é para mim a maior conquista do 25 de Abril. Essa é a principal premissa deste espaço, por isso posso dizer também e com orgulho que a Trofa é minha!

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