Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!

por Silvéria Miranda 0

Uma pequena “voltinha” pelas redes sociais ao final do dia de quarta-feira e deparei-me com dois factos curiosos. Em primeiro lugar, ou eu ando muito desatenta, ou a assembleia municipal extraordinária que decorreu nesse mesmo dia foi tão mal divulgada como todas as outras nos últimos anos. Está certo que foi a primeira assembleia deste novo “reinado” e que a tomada de posse não foi assim há tanto tempo que permitisse ter já uma transmissão em directo na internet como é manifesto desejo da presidente da Mesa. Aliás, a própria presidente publicou no seu Facebook pessoal, dia 13, que se ia realizar essa assembleia para “votar nos candidatos a membros da Comissão Executiva Metropolitana do Porto”, algo que aconteceu ao mesmo tempo nos restantes municípios da área metropolitana do Porto. Mas lá está, era o seu Facebook pessoal e nem toda a gente é “amigo” da professora Isabel Cruz. Eu própria, mesmo o sendo, não me apercebi dessa publicação no meio de tantos amigos virtuais que tenho na rede. Aliás, nessa mesma publicação tudo dava a entender que o tema central da assembleia seria essa mesma votação, não mencionando outros pontos da ordem de trabalhos que constam do edital (que entretanto também apareceu nas redes sociais), tal como a fixação do valor do IMI, da taxa municipal dos direitos de passagem ou da derrama, temas que interessam a muita gente.

Esperava mais e melhor da própria página Unidos pela Trofa, sempre tão cheia de fotos, vídeos, informações… esta, por acaso, dava jeito que tivesse sido partilhada e repartilhada vezes sem conta com alguns dias de antecedência. Mandem-me um convite para o evento numa próxima, ok? Se eu não puder ir, prometo que pelo menos espalho a informação por mais gente…

Em segundo lugar, parece que a iluminação das ruas da Trofa será reposta na sua totalidade, algo que foi anunciado terça-feira, no discurso de Sérgio Humberto a propósito da comemoração do 15º aniversário do concelho. A oposição já veio apelidar esta medida de “demagógica”, e tem o seu quê disso, mas não vejo qual é o espanto, uma vez que esta questão fazia parte das propostas avançadas no programa eleitoral do PSD/CDS-PP (na altura falei-vos aqui de “regular a iluminação pública de acordo com o movimento e não o seu corte total durante largos períodos”).

Não eram só os Unidos pela Trofa que prometiam pensar neste assunto e era preciso repensar o assunto sim. Algumas ruas têm os postes todos ligados, outros têm os postes intercalados, e nem todos se ligam ao mesmo tempo. Pelos vistos, quando se faz noite, só se faz em algumas ruasNunca percebi quais os critérios em questão de que o PS tanto fala e só quem não circula a pé ou de carro na Trofa é que pode achar que estava tudo bem, nomeadamente onde existem passadeiras para os peões atravessarem a estrada.

Do meu ponto de vista, há aqui que ponderar vários factores. Em primeiro lugar, há horas do dia (melhor, da noite) em que não anda praticamente ninguém nas ruas, pelo menos de segunda a quinta-feira (estou a pensar no período entre a 1h e as 5h da manhã, exceptuando os padeiros e um ou outro profissional que trabalham a estas horas). Em segundo lugar, nem todas as ruas têm o mesmo tipo de construções, nem o mesmo tipo de habitantes, pelo que nuns casos poste sim, poste não chegará, e noutros casos as pessoas não se sentirão nada seguras. Se a redução da iluminação pública aumenta ou não a criminalidade no concelho, isso só as forças de autoridade podem, de facto, confirmar. Mas que nos sentimos menos seguros, isso ninguém pode negar.

A ideia de cortar a iluminação nos locais e nas horas certas (e o difícil é saber o que é certo) é boa. Por muito pouco dinheiro que se poupe, é sempre dinheiro que pode ser investido noutra coisa e não é à toa que se vê esta medida aplicada noutros municípios. Mas é preciso saber cortar onde realmente não faz falta (pois só assim temos legitimidade para depois virmos falar, por exemplo, da protecção do ambiente) e manter ou até reforçar ou é claramente necessário… Em suma, nem 8, nem 80 e não pode ser sim só porque sim!

Silvéria Miranda

Sempre tive como velha máxima que os factos são sagrados e as opiniões livres. Foi com essa premissa que criámos este espaço e é por ela que me rejo em cada palavra que aqui escrevo. Sem qualquer interesse que não o de ajudar a construir uma Trofa melhor, mais justa e apelativa, digo orgulhosamente que sou tanto da Trofa como a Trofa é minha!

Comentários

Deixar um comentário

Faça Login para comentar.