O desabafo de um Homem às compras (Eu)

por Hélder Castro 0

Como está toda a gente? Tudo “bacano”? (Eu a tentar ser jovem).

Venho-vos comunicar que esta crónica vai ser mais uma vez parva, porque existe um padrão que quero seguir, parvoíce “on fire” (mais uma tentativa falhada de ser jovem).

Ora bem, esta semana fez anos uma pessoa que me diz muito (principalmente quando não me apetece fazer nada, mas tenho de lavar a loiça), a moça (Juh Campos) fez anos. Como um bom rapaz, pensei em fazer-lhe uma festa surpresa. Convidei a família que escolhemos, os amigos e amigas. Até aí tudo bem.

Depois é que vieram os problemas! O problema maior? Sou homem, e por muito que lute contra isso, existem coisas que não conseguimos mudar. Tinha de ir às compras e comprar o presente dela. Pensei num perfume, mas como disse sou homem, tinha tudo para correr mal.

Entrei na loja de perfumes, e senti todos os olhares em mim. Aquelas meninas que tão simpáticas são, perguntaram “Precisa de ajuda?”, respondi simpaticamente “Não muito obrigado, estou só a ver!”. Olhei para aqueles perfumes todos e senti-me um anão no meio de uma equipa de basquetebol, já não via nada. Encostei-me do lado dos perfumes de mulher, e mostrei a “Rosa Mota” que há em mim. Fiz quilómetros para trás e para a frente, com um olhar felino pelos perfumes, e um cheiro apurado, ao segundo perfume já não cheirava nada. As meninas simpáticas percebiam que eu estava sem saber o que levar, perguntaram-me ”Não precisa mesmo de ajuda?”, eu novamente respondi “Não, muito obrigado!”. Mas na verdade menti, eu estava DESESPERADO, o meu olhar transmitia medo. Mas consegui sem a ajuda das meninas simpáticas. Homens força, é possível sobreviver a este drama.

Mas faltava ir ás compras para a festa, porque os meus amigos comem muito. Acho que é geral, porque os amigos dos meus amigos também comem muito, e os amigos dos amigos dos meus amigos também comem para “caraças”, e por aí fora. Entrei num supermercado que não posso dizer o nome, Pingo Doce, e pensei “Hélder Castro hoje vais ser um homenzinho e vais despachar isto rápido, vais brilhar!”. Entrei lá dentro como uma rainha, peguei naqueles cestos pequenos e fui à aventura. Dei cinco passos e já não sabia onde começar. Respirei fundo, e olhei à minha volta e parecia que alguém tinha misturado os produtos todos. Queria por exemplo, batatas fritas e só me apareciam fanecas, queria bebidas só me apareciam fraldas. O sentido de orientação de um homem no supermercado é abaixo de zero, é como pôr uma baleia em terra firme. No fim acho que levei mais do que precisava. Que saudades daquelas meninas simpáticas a perguntarem se precisava de ajuda, precisava de muita, mas também sobrevivi meus amigos.

Chegou o dia, tudo correu muito bem, a festa esteve muito animada, como sempre quando estamos entre amigos, tirando um amigo que adormeceu no meu sofá. Percebo que o meu sofá tem poderes, (adormece qualquer pessoa, fácil). Adormeceu com toda a gente a falar alto. Uma mensagem para ele: Rapaz (Daniel Vasconcelos) estou à espera da tua festa para dormir grande soneca, prepara-te que vais ter direito a tudo, vou ressonar e babar-me.

Meus amigos e amigas, desculpem este desabafo, normalmente não conto a minha vida privada às revistas, mas tinha que vos contar esta aventura que é, ser homem.

Até à próxima crónica. Sejam Felizes!!!

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