Beleza Efémera

por Alexandra Santos 0

Beleza efémera,

Diz-me a razão

De seres tão procurada,

Tão desejada,

Tão amada.

 

Não mereces tamanho valor.

O corpo é um mero contentor

De algo mais precioso,

Mais eterno,

Mais constante.

 

O rosto outrora brilhante envelhece,

A beleza física desaparece e,

Quando nada mais resta,

Só a alma transparece.

 

Sociedade da luminosidade cega,

Incapaz de sentir a presença

Daqueles que afastariam a descrença

Da importância da alma.

Terás que compreender

Que nada é belo

Sem a tal substância incorpórea,

Nada perfeita,

A que chamamos espírito.

Que nada tem sentido

Sem a tal essência imaterial,

Nada celestial,

A que chamamos personalidade,

O que nos faz ser quem somos,

O elemento da originalidade.

 

In Palavras Sussurradas, livro de poesia de Alexandra Santos

Alexandra Santos

Alexandra Santos nasceu em 1980, em S.Romão do Coronado, concelho da Trofa, onde ainda reside. Licenciou-se em Ensino de Português e Inglês pela Universidade do Minho em 2003, tendo trabalhado sempre, a partir daí, na área da educação. Devido ao gosto pela escrita, tornou-se igualmente escritora, sendo a autora do livro de poesia Palavras Sussurradas.

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