23º - Os últimos preparativos para o dia da “Ida a Lisboa buscar o Concelho”

por José Maria Moreira da Silva 0

A última reunião oficial da Comissão Promotora do Concelho da Trofa realizou-se no dia 16 de novembro de 1998, três dias antes do dia da “Ida a Lisboa buscar o Concelho” e teve como finalidade fazer o ponto da situação em relação organização para o dia 19. Havia uma grande confiança depositada no trabalho desenvolvido pela Comissão Promotora e no coordenador, para além da grande satisfação da enorme adesão que se estava a verificar e também um enorme esperança no voto favorável da maioria de deputados, com assento na Assembleia da República, nos Projetos de Lei para a criação do Concelho da Trofa.

Ficou decidido que os autocarros estacionariam nos locais já definidos em cada freguesia, a maioria era junto à Igreja local. A partida estava marcada para as 6 horas e para que não acontecesse embarrilamento de trânsito nas estradas, pois a quantidade de autocarros era muita, mal os autocarros estivessem cheios arrancariam. Havia também um autocarro destinado à maioria dos membros da Comissão Promotora e da Comunicação Social, que partiria da Igreja Nova, na Trofa, mas o membro coordenador, José Maria Moreira da Silva, acompanhado pelo membro da Comissão Promotora Armando Martins iriam de viatura própria, na viatura do Armando Martins, pois era necessário, antes de arrancarem para Lisboa, passarem por todas as freguesias, para verificarem se existia algum trofense que não tivesse conseguido apanhar o seu autocarro. Para estes casos, haveria dois autocarros de reserva, junto à Igreja Nova, na Trofa. Em todos os autocarros devia existir um responsável, que tinha o contacto do coordenador, assim como o coordenador tinha o contacto dos responsáveis de cada autocarro. Para acompanhar esta comitiva, tinha havido uma reunião no Posto Médico da Trofa, que cedeu uma equipa medica para prestar assistência, se fosse necessária. Também se contactou os Bombeiros Voluntários da Trofa, que também disponibilizaram uma ambulância para acompanhar a comitiva e atuar, se fosse necessário. Como veio a acontecer com as duas entidades.

A Comissão Promotora contactou os serviços da Assembleia da República, assim como a PSP, que disponibilizou três brigadas: uma para a concentração no Marquês, que acompanharia a manifestação até ao Parlamento; outra para ficar na escadaria da Assembleia da República; outra ainda, para acompanhar as ambulâncias se houvesse necessidade de se deslocarem ao Hospital.

A concentração em Lisboa seria no Parque Eduardo VII, onde se comeria o farnel que se levasse.

A manifestação partiria às 14h 30m do Marquês para a Assembleia da República, com os elementos da Comissão Promotora à frente. O coordenador estaria no meio da manifestação a controlar o andamento. Os Ranchos Folclóricos, da Trofa, Bougado e Alvarelhos, seguiriam intervalados entre manifestantes, assim como a Fanfarra dos Escuteiros da Trofa e de Bougado e os estandartes das diversas coletividades. A Banda de Música da Trofa iria ter à Assembleia da República, ao início da tarde. Os milhares de trofenses deveriam ficar em frente ao Parlamento, com as bandeiras e as faixas, bem levantadas. Para preencher o tempo de espera, atuariam os Ranchos Folclóricos, as Fanfarras e a Banda de Música, por indicação do coordenador.

Também se marcou um almoço de trabalho, entre alguns elementos da Comissão Promotora, um deputado comunista e o responsável dos comunistas na Trofa, Victor Augusto, pois surgiu um boato (não se sabe de onde), que o PCP não votaria favoravelmente a criação do Concelho da Trofa. Obviamente era mentira, pois o PCP foi o partido que melhor se comportou, em todo o processo da criação do Concelho da Trofa, conjuntamente com o CDS-PP.

Na próxima Crónica narrarei o dia da “Ida a Lisboa buscar o Concelho”.

José Maria Moreira da Silva

A liberdade é muito mais que uma simples escolha; ela alimenta os sonhos dos que não têm medo ou preguiça de sonhar. É a possibilidade de usar a razão, em concordância com o nosso pensamento.

Quero aproveitar este espaço de liberdade, para ser livremente livre naquilo que penso e escrevo, sem qualquer tipo de medos ou amarras.

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