21º - Os preparativos para o dia da “Ida a Lisboa buscar o Concelho”

por José Maria Moreira da Silva 0

O medo instalado no interior da Comissão Promotora do Concelho da Trofa provocado pela posição que alguns autarcas de S. Romão do Coronado tinham tomado contra a criação do Concelho da Trofa, não tolheu os movimentos, nem toldou a criatividade aos membros da Comissão, muito menos a vontade de trabalhar nos preparativos para o dia da “Ida a Lisboa Buscar o Concelho”.  

Era uma tarefa gigantesca, mas teria que ser uma jornada de luta e de festa. Para a organização dessa jornada, a Comissão Promotora do Concelho da Trofa nomeou José Maria Moreira da Silva, como coordenador de toda essa tarefa, que era gigantesca e que se pretendia ser um êxito

Na reunião de 30 de setembro de 1998, a Comissão Promotora começou por discutir qual o número ideal de trofenses que seriam precisos rumar a Lisboa, para que os deputados da Assembleia da República não hesitassem em votar favoravelmente a criação do Concelho da Trofa, que se previa ser na 2ª quinzena de novembro de 2016. Para isso era preciso que a concentração/manifestação provocasse um grandioso «estrondo» em Lisboa, que fizesse «tremer» os deputados e os levasse a votar favoravelmente.

Poucos meses antes, aquando da discussão na Assembleia da República da criação do Concelho de Vizela deslocaram-se a Lisboa, um pouco mais de cinco mil vizelenses. Como o futuro Concelho da Trofa tinha um pouco mais de habitantes era preciso que o número de trofenses que se disponibilizassem a ir a Lisboa “Buscar o Concelho” fosse superior a esse número. Para ser considerado um êxito era preciso irem a Lisboa mais de seis mil trofenses. Num dia de trabalho, não era uma tarefa fácil.

 Por isso a Comissão começou de imediato, a ter reuniões com os empresários da Trofa, e não só, para a Comissão ter uma ideia quais eram as empresas (industriais, comerciais e de serviços), que estariam dispostas a encerrar, para os seus colaboradores poderem ir a Lisboa, para além de ter uma noção dos empresários que estariam dispostos a contribuir financeiramente para tal «empreitada».

Depois foi preciso começar a preparar toda a logística, que desse o apoio os milhares de trofenses, que se iriam deslocar a Lisboa, de autocarro, comboio, viatura própria e até algumas motos, que a Comissão sabia que gostariam de marcar presença. Era fundamental que quem pudesse, e quisesse ir a Lisboa, não lhe faltasse meio de transporte. Todos eram importantes!

Em virtude da impossibilidade dos trofenses, que se deslocassem a Lisboa, não poderem entrar todos na Assembleia da República, para assistirem à discussão e votação dos Projetos de Lei para a criação do Concelho da Trofa, a Comissão Promotora decidiu que todos os seus membros ficariam cá fora, solidários com os trofenses, mas também para darem o seu apoio no que fosse necessário. Ainda se analisou a hipótese de alugar um ecrã gigante, para o colocar na escadaria da A. R., para os trofenses poderem assistir em direto ao Canal Parlamento. Por questões de segurança, não foi autorizado, pela secretária-geral da A. R., a presença de objetos e pessoas na escadaria. Por isso foi necessário pensar em alternativas. Previa-se que seria preciso esperar algumas horas pela decisão final. O que veio a acontecer! 

 Na próxima Crónica narrarei os números envolvidos no dia da “Ida a Lisboa buscar o Concelho”.

José Maria Moreira da Silva

A liberdade é muito mais que uma simples escolha; ela alimenta os sonhos dos que não têm medo ou preguiça de sonhar. É a possibilidade de usar a razão, em concordância com o nosso pensamento.

Quero aproveitar este espaço de liberdade, para ser livremente livre naquilo que penso e escrevo, sem qualquer tipo de medos ou amarras.

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