19º - O que os partidos disseram na AR, na reunião sobre a criação do Concelho

por José Maria Moreira da Silva 0

Depois do líder parlamentar social-democrata, Marques Mendes, se ter comprometido num jantar na Trofa, a apresentar no 30 de setembro de 1998, no primeiro agendamento potestativo social-democrata, o Projeto de Lei para a criação do Concelho da Trofa, a Comissão Promotora «meteu pés a caminho» e lá foi a Lisboa, reunir com os diferentes grupos parlamentares, no dia 24 de setembro. A dúvida era muita, que se marcasse esse primeiro agendamento para a discussão da criação do Concelho da Trofa.

Na audiência com os sociais-democratas, que presidiu Marques Mendes, a Comissão foi informada que a data do agendamento potestativo tinha sido alterada, em virtude de nesse agendamento se irem tratar de assuntos de âmbito nacional. O receio instalado, afinal tinha razão de ser! Será que se não houvesse a pressão da Comissão Promotora e dos dois deputados da Trofa, o agendamento potestativo seria marcado para a discussão da criação do Concelho da Trofa? A dúvida era muita!

De qualquer maneira o referido deputado afirmou que «Será marcado no agendamento potestativo seguinte e que mais um mês e meio de diferença julgo não ser importante. O importante é a Trofa ser Concelho e que a Trofa terá a sua prenda de Natal». Que sofrimento provocou esse mês e meio!

A reunião com o Partido Socialista foi presidida pelo deputado Carlos Cordeiro, Presidente da Comissão do Poder Local, que afirmou: «Os deputados socialistas votarão favoravelmente todos os Projetos de Lei para a criação de novos Concelhos que reúnam as condições exigidas por lei».

Com o grupo parlamentar do CDS-PP, a reunião foi presidida pelo deputado centrista Gonçalo Ribeira da Costa, um municipalista convicto, que afirmou: «Se algo e justo é a criação do Concelho da Trofa. Não oferece qualquer contestação. É indiferente qual o Projeto de Lei, uma vez que o CDS-PP já se comprometeu a votar favoravelmente».

A audiência com o Partido Comunista foi presidida pelo deputado do distrito do Porto, José Calçada, que afirmou o seguinte: «Estamos dispostos a votar favoravelmente a criação do Concelho da Trofa. Nunca mudamos de opinião, quando tomamos uma decisão. A posição do Partido Comunista é inalterável. Até porque o PCP também apresentou um Projeto de Lei».

A Comissão Promotora do Concelho da Trofa ficou a saber que, provavelmente, o segundo agendamento potestativo seria realizado na segunda quinzena de novembro, mas ficou com a sensação da importância de se ter deslocado à Assembleia da República. A pressão funcionou, pois Joaquim Couto era presença assídua, nos corredores da Assembleia da República!

Tiveram intervenções nestas reuniões, para além dos deputados mencionados que presidiram às reuniões, os responsáveis partidários na Trofa e vários elementos, entre eles: Paulo Renato; Bernardino Vasconcelos; João Moura de Sá; Manuel Rodrigues da Silva; Mário Ribeiro; José Maria Moreira da Silva.

As despesas de deslocação à Assembleia da República, ou a outros locais, foram sempre suportadas pelos elementos da Comissão Promotora do Concelho da Trofa. E foram muitas as reuniões por todo o país!

Na próxima Crónica indicarei o nome dos membros da Comissão Promotora do Concelho da Trofa.

José Maria Moreira da Silva

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