Contra todas as formas de instrumentalização da mente humana

por César Alves 0

Conhecer o “E a Trofa é Minha…” há cerca de um ano foi uma lufada de ar fresco na minha opinião sobre a Trofa. Afinal havia, imagine-se, alguém que colocava o dedo na ferida. Alguém não, um conjunto de pessoas, “Heréticos desnaturados”, que ousavam “esmiuçar a realidade política e social da sua terra”. Ainda melhor, “sem medo nem clientelas”.

Afinal, a Trofa não andava a dormir.

Quis o destino – ou os meus pais – que depois de nascer no Porto viesse viver para a Trofa. Foi aqui que vivi a maior parte dos meus 20 anos e foi aqui que aprendi a… pensar. É esta a minha luta. Que as pessoas pensem, que deixem de ser marionetas nas mãos dos poderes político, religioso, corporativo.... Seja o que for. Não só acho que Portugal tem um potencial humano imenso, como assim é a Trofa também.

A minha intervenção por aqui será, fundamentalmente, de crítica social. À consciência das pessoas, apelando ao civismo, à solidariedade e, como não podia deixar de ser, ao pensamento.

Habituei-me desde cedo a ser o “puto irritante que tudo critica” porque a maioria das vezes dizia o que pensava, dizia o que talvez todos quisessem dizer, mas poucos tinham a coragem. Nas outras vezes, era o medo que me parava, o medo normal de um adolescente que sabia que as coisas estavam erradas, mas também sabia que ao falar ia levar “pancada” de todos os lados.

Chegou a hora desse resquício de medo desaparecer. De falar, como é apanágio do blog, sem medo. Não digo sem clientelas, porque essas nunca tive. Ninguém é perfeito, todos temos qualidades e defeitos. Mas a maior das qualidades é sabermos separar as “costelas”, os “tachos”, a “gratidão” para identificarmos o que está mal. Não à crítica pela crítica, mas à crítica pela construção de uma sociedade pensante. Uma sociedade melhor.

Uma Trofa melhor.

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