11º - O apoio da comunicação social à Comissão Promotora e o autor do símbolo

por José Maria Moreira da Silva 0

Alguns órgãos da comunicação social, que hoje vão ser focados, já existiam antes de ter «nascido» a Comissão Promotora do Concelho da Trofa, mas a verdade é que tiveram um papel importantíssimo na difusão das iniciativas, assim como na divulgação de como ia decorrendo o processo da criação do Concelho da Trofa. Já se sentia que o “dia D” estava próximo!

Um dos mais antigos jornais que existia no tempo da Comissão Promotora era o “Jornal da Trofa”, que tinha como Diretor um distinto trofense, uma figura incontornável da História da Trofa e grande defensor da criação do Concelho, Professor Napoleão Sousa Marques, assim como a “Rádio Trofa”, onde a Comissão Promotora tinha um programa semanal, às quintas-feiras, a partir das 21h em direto, com convidados e até de4putados que chegaram a vir de prepósito de Lisboa para conceder entrevistas e depois voltarem a Lisboa. A coordenação do programa era dos membros da Comissão: Aníbal Costa; Armando Martins e Mário Pinto Ribeiro. No programa radiofónico, que esteve sempre no ar até sermos Concelho, só se falava da criação do Concelho da Trofa e passavam em direto as chamadas dos ouvintes, que davam a sua opinião ou questionavam os elementos da Comissão Promotora presentes, sobre o andamento do processo da criação do Concelho. Por vezes, o programa estava tão animado e cheio de intervenções que entrava pela noite dentro, acabando já no início da madrugada.

Depois surgiu o Jornal “ Voz da Trofa”, um jornal mais recente, cuja diretora foi Márcia Oliveira, que também teve um papel importantíssimo na divulgação da nossa pretensão e das ações da Comissão Promotora do Concelho da Trofa, entrevistando personalidades sobre muitos assuntos, mas também sobre a criação do Concelho da Trofa!

Havia o entendimento que comunicar não era só pela via da imprensa. Como processo de divulgação para todo o país, da pretensão da criação do Concelho da Trofa foi aprovada uma proposta apresentada pelo membro da Comissão, Aníbal Costa, que suportou sempre os custos e tratou da logística, para serem colocadas faixas nos estádios de futebol, onde isso fosse possível, com os dizeres: “Trofa a Concelho”. Dava gosto ver ao domingo à noite, nas televisões, os resumos de futebol e, por vezes, lá passava uma imagem com as referidas faixas, colocadas estrategicamente em locais que pudessem ser captadas pelas televisões, como na marcação de cantos, por exemplo. Foram muitas, as vezes que isso aconteceu!

Como a Comissão Promotora também precisava de um símbolo, o bougadense Manuel Rodrigues da Silva, um elemento sempre presente, ativo e participativo da Comissão Promotora do Concelho da Trofa apresentou um croqui, como proposta de símbolo, que era nem mais nem menos o mapa fiel das oito freguesias, que viriam a constituir o Concelho da Trofa. Depois de uma pequena discussão sobre a proposta, ela veio a ser aprovada por unanimidade e ficou até hoje, com ligeiras alterações, como o símbolo da bandeira, guiões e galhardetes da Comissão, mas também do Município da Trofa. 

Na próxima Crónica descreverei os movimentos que lutavam para que as suas localidades também fossem elevadas a Concelho.

José Maria Moreira da Silva

A liberdade é muito mais que uma simples escolha; ela alimenta os sonhos dos que não têm medo ou preguiça de sonhar. É a possibilidade de usar a razão, em concordância com o nosso pensamento.

Quero aproveitar este espaço de liberdade, para ser livremente livre naquilo que penso e escrevo, sem qualquer tipo de medos ou amarras.

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