8º - A inauguração da sede da Comissão Promotora do Concelho da Trofa

por José Maria Moreira da Silva 0

A Comissão Promotora, instalada dignamente na sua sede na Freguesia do Muro, efetuou várias reuniões de trabalho para que a inauguração da sua sede, que ficou marcada para o dia 13 de julho de 1996 (sábado), fosse um êxito. Era preciso que fosse um êxito estrondoso, pois era preciso mostrar ao país, em particular ao poder legislativo de Lisboa, que havia dignidade no processo da criação do Concelho da Trofa, que havia uma forte ligação ao povo trofense e que a dinâmica de vitória continuava em crescendo.

A Comissão Promotora do Concelho da Trofa decidiu inaugurar as instalações numa cerimónia oficial, com o seguinte programa: 10h 30m – Receção às entidades oficiais; 11h – Inauguração da sede da Comissão Promotora do Concelho da Trofa, com o descerramento de uma placa alusiva ao acontecimento; 11h 30m – Sessão solene nas instalações da sede da Comissão Promotora; 12h 30m – Deslocação de toda a comitiva para o alto do Monte de S. Gens de Cidai, onde seria servido um aperitivo; 13h 30m – Almoço aberto à população trofense e às entidades oficiais, no Restaurante do Hotel Santyago, em Lantemil – Santiago de Bougado, Trofa.

A Comissão decidiu que o preço do almoço, por pessoa, incluindo os membros da Comissão Promotora, era de 3.500$00 (na moeda antiga), que representa 17,5€ na moeda atual, e que as entidades convidadas, não pagariam o almoço. Perante centenas de trofenses, que quiseram marcar presença, a sede da Comissão Promotora do Concelho da Trofa foi oficialmente inaugurada, sendo o descerramento da placa alusiva ao acontecimento sido efetuado por dois elementos da Comissão Executiva da Comissão Promotora do Concelho da Trofa: Pedro Alves da Costa e José Maria Moreira da Silva.

Todos os partidos políticos, com assento parlamentar, fizeram-se representar por dirigentes nacionais e por vários deputados da Nação, incluindo os dois deputados trofenses sociais-democratas, Bernardino Vasconcelos e João Moura de Sá. Também estiveram presentes vários órgãos de comunicação social (jornais, rádios e televisões), locais e nacionais. Depois da sessão solene, a comitiva dirigiu-se ao Monte de S. Gens, onde foi oferecido um aperitivo e mostrada a panorâmica de parte do futuro Concelho da Trofa. Depois foi o almoço, com mais de duas centenas de pessoas presentes, seguindo-se os discursos. Todas as intervenções foram no sentido de ser mais que justa a criação do Concelho da Trofa.

Esta iniciativa teve um custo que ultrapassou os 800 contos (mais de 4.000€) e de receitas pouco mais foi conseguido do que 500 contos (cerca de 2.500€). O diferencial teve de ser suportado, em partes iguais, pelos elementos da Comissão Promotora do Concelho da Trofa, conforme tinha sido deliberado.     

Tudo isto tinha sido o planeado pela Comissão Promotora, com o intuito de mostrar a todo o país que a pretensão da criação do Concelho da Trofa não era apenas mais uma pretensão; era uma pretensão mais que justa. Foi uma sessão de forte sensibilização, principalmente aos deputados da Nação, pois eram eles que poderiam apresentar e votar a nossa Petição, na Assembleia da República. Era a dinâmica da vitória, que deu um «passo de gigante» a caminho da criação do Concelho da Trofa.

Na próxima Crónica serão narradas as alterações originadas pelas eleições autárquicas de 1997, principalmente nas freguesias da Vila do Coronado e nas freguesias da Cidade da Trofa.

José Maria Moreira da Silva

A liberdade é muito mais que uma simples escolha; ela alimenta os sonhos dos que não têm medo ou preguiça de sonhar. É a possibilidade de usar a razão, em concordância com o nosso pensamento.

Quero aproveitar este espaço de liberdade, para ser livremente livre naquilo que penso e escrevo, sem qualquer tipo de medos ou amarras.

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