A construtora campeã dos ajustes directos na União de Freguesias de Bougado

por João Mendes 0

Este texto não pretende levantar qualquer tipo de suspeita sobre a Junta da União de Freguesias de Bougado. Estou esperançado que, na absoluta observância do superior interesse da freguesia que habito, a escolha tão frequente desta empresa pelo executivo liderado por Luís Paulo se resuma a critérios que tem que ver com as melhores práticas orçamentais. Acredito que, perante a habitual necessidade de pequenos arranjos e/ou construções, os responsáveis da junta recebem outros orçamentos e propostas mas, por algum motivo, a proposta da Pavicampos, quando a empresa entra na equação, é sempre a melhor. Sempre.

Adepto que sou da visita ocasional à herege plataforma Base, confesso que comecei a estranhar a presença tão frequente desta empresa no registo de despesas da Junta da UF de Bougado. Vai daí, fui espreitar o historial de contractos públicos desta empresa. Dos 27 contractos documentados no portal, que ascendem a um valor de 53.615,50€ + IVA (aproximadamente 66 mil euros), apenas uma entidade adjudicante é referida, e como tal transversal a todos os contractos: Freguesia de Bougado.

As 27 adjudicações feitas pela Freguesia de Bougado à empresa Pavicampos de Manuel António da Costa Campos aconteceram em aproximadamente três meses (15.10.2015 – 25.01.16) e variam entre valores considerados “tostões” até quantias próximas dos 10 mil euros. Insisto: algum motivo haverá para que a escolha dos responsáveis políticos da freguesia tenham recaído por 27 vezes nesta empresa de Barcelos. Não obstante, importa, neste caso como em qualquer outro que envolva verbas públicas, estar atento. As coincidências nem sempre são fruto do acaso.

 

Na foto: Luís Paulo, presidente da Junta da União de Freguesias de Bougado@O Notícias da Trofa

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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