Tive uma ideia – Reutilizar para ajudar quem mais precisa

por João Mendes 0

A ideia surgiu de uma intervenção que recentemente ouvi da parte de Júlio Paiva, presidente dos Vicentinos da Trofa que integra vários projectos ligados à Igreja Católica e à Acção Social.

Dizia ele, que é também responsável pelos Cursos de Preparação para o Matrimónio (CPM) da Vigaria Trofa-Vila do Conde, que certo dia, um casal que havia participado no CPM o tinha contactado no sentido de entregar as sobras do seu casamento para que pudessem ser distribuídas a quem delas necessitasse. Qual não foi o meu espanto quando percebi que as ditas sobras tinham alimentado cerca de 50 famílias durante todo um fim-de-semana.

Fui para casa a pensar naquilo que tinha acabado de ouvir. E se, imaginem, existisse um mecanismo camarário, sob supervisão do pelouro da Acção Social, que pudesse centralizar este tipo de ofertas, não só de casamentos mas de baptizados, jantares de empresas ou de tantos outros banquetes que vão acontecendo ao longo de todo o ano, e que muitas vezes terminam com centenas de kilos de comida em perfeito estado no lixo? Quantas pessoas carenciadas poderiam ser alimentadas com estes donativos?

A Acção Social da CM da Trofa poderia ocupar-se da parte administrativa e delegar a logística e a distribuição a instituições como a Cruz Vermelha ou os Vicentinos, criando assim uma rede de reutilização e reforço do apoio social aos mais desfavorecidos. Seria uma rede relativamente fácil de montar e operar, com custos reduzidos e que poderia chegar a muita gente. Ao estilo de projectos como o Refood ou o Zero Desperdício. Poderia inclusive ser integrada no projecto Trofa Solidária, que prevê o recebimento de donativos em géneros alimentares, ainda que tal obrigasse a alguma divulgação e à criação de um mecanismo de reacção rápida por se tratar de bens alimentares perecíveis.

Bem, por aqui me fico. Vou enviar um email à vereadora Lina Ramos. Pode ser que dê nalguma coisa!

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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