Câmara Municipal da Trofa à beira da falência

por João Mendes 0

É a conclusão a que poderia chegar, depois de descobrir que o vereador António Azevedo, perante o pedido de documentação apresentado pelos vereadores socialistas na última reunião de câmara, sugeriu que as fotocópias lhes fossem cobradas. E se nem era preciso ir por aí, até porque tal se resolveria com o envio da referida documentação por email, o que me parece indicar uma postura de má vontade da parte do nº2 da CM da Trofa, não deixa de ser curioso que um executivo sempre pronto para gastar em pão e circo coloque sequer em causa uma possibilidade tão absurda e ridícula.

Perante tudo isto, fico com a sensação que as contas da autarquia, tal como referido pela DGAL, não estão famosas. Isto apesar do conto de crianças que as pessoas no poder nos têm vendido. E por falar em crianças, vem-me à memória um certo vídeo, de uma certa juventude partidária, que perante a suposta ausência de dinheiro manifestada pelo anterior executivo, fez a sua sátira orientada para a caça ao voto, recorrendo a uma série de ajustes directos, tema ao qual nunca mais tiveram a coragem de voltar desde que o seu partido chegou ao poder. Isto apesar do executivo PSD/CDS-PP ter já ultrapassado os 3 milhões de euros em ajustes directos em pouco mais de 2 anos de mandato.

Portanto na Trofa não há dinheiro para fotocópias pedidas pelos vereadores eleitos pelo Partido Socialista mas há, por exemplo, 24 mil euros para um concurso de fotografia da treta adjudicado a pessoas próximas do executivo liderado por Sérgio Humberto, tão úteis durante a campanha para as últimas autárquicas. Não há dinheiro para fotocópias mas há 60 mil euros para um festival de cinema que esteve às moscas e sobre o qual nos foi dito pelo executivo que haveria uma comparticipação de 85% de fundos comunitários que acabou por se revelar uma mentira. Não há dinheiro para fotocópias mas há dinheiro para fazer uma inauguração de 120 mil euros da obra de união dos parques, sobre a qual o presidente Sérgio Humberto mentiu na Assembleia Municipal. A menos que não saiba a quantas anda no exercício das suas funções. Não há dinheiro para fotocópias mas há dinheiro para gastar 58 mil euros em publicidade para o Parque das Azenhas que não se sabe muito bem que futuro terá. Não há dinheiro para fotocópias mas há dinheiro para grandes avenças com um advogado relacionado com um dos casos mais obscuros envolvendo o PSD. Enfim, são prioridades que eles escolhem. Com o nosso dinheiro. Será que algum dia teremos a coragem de escolher a mudança?

Foto@O Notícias da Trofa

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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