Sobre a cobardia, a mentira e a falta de carácter de alguns

por João Mendes 0

NOTA PRÉVIA: pede-se a todos aqueles que discordem do texto que se segue que emitam a sua opinião com dignidade e não atrás de um anónimo cobarde sem carácter. Caso entendam que algo do que aqui será dito não corresponde à verdade, pede-se aos mesmos que coloquem de lado “pseudo-argumentos” tais como “só sabeis dizer mal” ou “sois pagos pelo PSD” ou ainda “só quereis o retrocesso da vossa terra” e que defendam o vosso ponto de vista com argumentos válidos. Um argumento chega. Afinal de contas, se acham que têm assim tanta razão, não deve ser assim tão difícil pois não?

Na sequência de algumas publicações neste blog subordinadas ao tema da inauguração do Parque das Azenhas, instalou-se o pânico entre uma parte dos apoiantes da candidatura do PS à Câmara Municipal da Trofa. O motivo é óbvio: a “avalanche” de arranque de obras e inaugurações levadas a cabo pelo actual executivo em cima do acto eleitoral é significativo e representa um erro clássico e comum dos autarcas nacionais. Após algumas “manobras” deste género, que se sucederam nos dois últimos meses (repavimentação parcial da N14, regresso da Semana da Juventude 4 anos depois, entre outras), o Executivo decidiu inaugurar o Parque das Azenhas quando este pouco mais tinha do que o piso. Perante esta atitude claramente eleitoralista, que apoiante algum do PS, repito, apoiante algum do PS conseguiu ou tentou rebater, a minha colega Silvéria Miranda e eu sentimos que, no âmbito do trabalho que vimos a desenvolver no blog E a Trofa é Minha, poderíamos e deveríamos abordar o tema. E decidimos abordá-lo precisamente porque entendemos que esta inauguração era precoce e motivada essencialmente por objectivos eleitorais e não pela intenção de servir os trofenses como alguns falsamente anunciaram.

A nossa argumentação baseou-se fundamentalmente na ideia acima descrita. Em momento algum houve a intenção de atacar esta obra sem motivo porque, tal como ambos deixamos claro, somos obviamente favoráveis à obra em questão. E a prova de que não quisemos atacar a obra (nem obra alguma) é que nenhum dos nossos críticos conseguiu usar um argumento válido que pudesse atestar a sua crítica cobarde o que só demonstra ao que vêm e que interesses defendem. Aliás, e para que fique já claro, nós somos favoráveis a todas as obras que melhorem a qualidade de vida dos trofenses sejam elas os elevadores na Barca, a repavimentação das estradas ou regresso da Semana da Juventude. Não somos é favoráveis nem toleramos o tacticismo político de deixar estas obras para período eleitoral induzindo o eleitor numa falsa sensação de “híper-operacionalidade” do Executivo e hiperbolizando o trabalho desenvolvido pelo mesmo. E como eleitores temos todo o direito de comentar o tema as vezes que entendermos, sempre que o entendermos a partir do momento que não alinhemos em ataques pessoais (que não fizemos) que nada têm a ver com as matérias em discussão, ao contrário de outras pessoas que sofrem claramente de um profundo défice democrático e que, como nem acreditam nas críticas clientelistas que fazem, não são capazes de dar a cara pelas mesmas.

Acontece que na sequência da publicação dos referidos textos sobre a inauguração que consideramos eleitoralista, determinados apoiantes do actual executivo desferiram ataques desproporcionais à minha colega Silvéria Miranda e, em menor escala, à minha pessoa. Uma dessas pessoas foi um funcionário de um serviço municipal trofense, serviço esse de que a Silvéria é utilizadora (pagando por isso), e que aparentemente faz parte das listas do PS Trofa como “independente”.

Segundo esse senhor, que à data que este texto está a ser escrito é amigo do Facebook do blog E a Trofa é Minha, algo que não lhe foi imposto mas antes uma opção sua, “o calhau com olhos e o seu amigo vão já escrever publicação no seu “Blog” a falar mal dos bancos! … Aguardem os próximos pseudo-argumentos.”[isto sobre a colocação de bancos no Parque das Azenhas]. Esta intervenção infeliz e reveladora de profunda infantilidade e de grave falta de maturidade democrática vem na sequência de uma publicação no Facebook de uma outra funcionária desse serviço municipal e apoiante da candidatura do PS, que também é amiga do Facebook do blog E a Trofa é Minha (e que também o é por opção, não por imposição de quem quer que seja).  Se é verdade que este senhor pretende ocupar um lugar na administração do nosso concelho, talvez fosse mais correcto da parte dele optar por um discurso que não assente em insultar quem discorda de uma decisão política cuja aprovação nada tem a ver com a pessoa em questão. Para quem quer assumir funções na autarquia, este é um péssimo indicador.

Para finalizar, quero deixar uma sugestão à invasão de anónimos que desde as publicações sobre a inauguração eleitoralista do Parque das Azenhas nos começaram a atacar no nosso blog e noutros espaços na rede. Como já aqui foi referido no passado, a Silvéria e eu não temos clientelas nem andamos atrás de empregos públicos a troco de apoios políticos, ao contrário da esmagadora maioria daqueles que nos têm criticado. Nós somos totalmente a favor de alguns valores de esquerda como a igualdade de direitos, coisa que alguns falsos esquerdistas não devem saber sequer o que significa. E quando nos quiserem atacar façam um favor a vocês próprios: não sejam ingénuos! Já repararam que sempre que nos criticam por aparentemente criticarmos sem motivo acabam por cair na vossa própria crítica por não apresentarem um único argumento?

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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