E agora palermas? Também foi culpa da Joana Lima? (Parte II)

por João Mendes 0

O texto que publiquei neste espaço na passada Terça-feira, sobre o problema das cheias na Trofa, criou mal-estar junto de algumas pessoas leais ao regime, faça o regime o que fizer, que por ignorância ou colaboracionismo participaram num embuste que procurou, sem sucesso, deturpar o sentido do texto em questão, transformando-se posteriormente numa cobarde tentativa de linchamento público.

Não mudo rigorosamente nada do que escrevi. E acrescento que palerma é o mínimo que posso dizer de alguém que usa um problema com décadas como as cheias para atacar um político em funções. Um problema que, qualquer pessoa mentalmente sã percebe, tem origens muito anteriores à governação do PS. E, ainda assim, várias pessoas ligadas aos partidos hoje no poder usaram as cheias como arma de arremesso eleitoral no passado, manipulando os trofenses com uma mentira que visava apenas e só a caça ao voto. E fizeram-no de forma consciente e voluntária. E isto é bem pior que ser palerma. É ser manipulador. É agir de má-fé.

O submarino, esse, desapareceu depois de Outubro de 2013. Porque, tendo os partidos destes senhores ocupado o poder, o ridículo absurdo de culpar a ex-presidente Joana Lima por um legado que não é dela não poderia transitar para Sérgio Humberto. Porque nisto da manipulação eleitoral, e apesar de valer quase tudo, a coerência raramente tem lugar.

A verdade é que, não tendo político algum o controle da natureza, nenhum autarca do nosso concelho conseguiu, até hoje, minimizar este problema. Os constrangimentos são mais que muitos, os estragos e os prejuízos avolumam-se mas os anos passam e a situação continua na mesma. Nada acontece.

Quanto aos críticos fáceis, aqueles que discutem pessoas em vez dos temas que por aqui vão sendo abordados, que destilam ódio e rancor mas que não passam uma semana sem por cá passarem, fiquem a saber que vão precisar de muito mais que mentiras e manipulações para abater este projecto. Viemos para ficar, doa a quem doer. Quem não gostar tem bom remédio: não lê. Nós por cá continuaremos a esmiuçar o que bem entendermos que diga respeito à condução dos assuntos públicos que a todos - e não apenas às elites e respectivos apaniguados - dizem respeito. E as reacções ressabiadas do contra, que visam denegrir alguns autores destes espaço, plenas de deturpações e manipulações mas vazias de qualquer tipo de opiniões objectivas sobre o que aqui vai sendo escrito demonstra, pelo menos na minha opinião, que a mensagem está a chegar aos destinatários. O nervosismo e a trapalhada que as caracteriza fala por si. Mas de uma coisa podem ter a certeza: nunca discutiremos pessoas. Isso deixamos para os mediocres.

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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