Claro que Sérgio Humberto não é o responsável pelas cheias...!

por João Pedro Costa 0

Tendo o centro da Trofa, zona do Catulo e da estação velha, crescido para a denominada zona do “Nova Trofa”, onde por lá aparecem lugares com denominações como Lagoa (EN104) e Pateiras (EN14), de que é que estavam os Srs. que construíram a Trofa, especialmente na década de 80 e 90, à espera?! O importante era construir, legalizar, receber comissões, cobrar mais impostos de IMI, lucro, muito lucro, com o mínimo de investimento deixando para gerações vindouras problemas para resolver!

Ora vejamos, se uma LAGOA é um corpo de água com pouco fluxo, e se uma PATEIRA é um charco que transforma um terreno em pantanoso será preciso um engenheiro para perceber que foi cometido um erro de desrespeito pela “mãe natureza” e que, de uma ou outra forma, ela viria a mostrar que quem manda é ela?!

Srs. decisores atuais, vale a pena teimar com a natureza ou é melhor rendermo-nos e aceitarmos aquilo que ela nos concede? Podem ver por esta excelente fotografia, que o que nos está a ser ordenado é a criação de um enorme lago artificial (mas que, se calhar ele é natural) que permita "receber e despejar" as águas que importunam os trofenses, de forma controlada, que o caminho até Vila do Conde já está bem aberto através do Rio Ave…

Será assim tão difícil a abertura de caminhos à superfície (novos leitos para receber ribeiros) ou subterrâneos que conduzam as águas que se acumulam nas zonas centrais, que por força das construções lá existentes serão sempre zonas populacionais, para que a “paz” e a prosperidade regresse à Trofa?

Lê-se no Boletim Informativo do atual executivo: “Pela 1ª vez, desde que somos concelho, reduzimos a dívida. Diminuímos 7,5 milhões de euros à dívida e 8,154 milhões de euros ao endividamento”. Vamos aceitar que isto é verdade, não é um contrassenso haver alguns milhões para gerir e nada ser feito?

Disse o presidente da Câmara, referindo-se aos últimos acontecimentos, que “existe um estudo”. Podem, por favor, apresentá-lo aos trofenses e informar quando começam as obras? É que, o “caso da Trofa” não se pode refugiar no mau tempo generalizado, infelizmente, já que se repete com uma frequência média de 2, 3 vezes/ano.

Claro que Sérgio Humberto não é o responsável pelas cheias na Trofa, mas caso persista na não apresentação de medidas concretas, nos já mais de 800 dias que leva de mandato, passará a ser mais um culpado e cúmplice pela inércia…

Foto Capa: Manuel Veloso (Click Veloso)

Foto Paisagem: Luís Ferreira Gomes        

 

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