Algo de muito estranho se passa com a promoção do turismo da Trofa

por João Mendes 0

Na passada Quarta-feira, o João Pedro Costa escreveu neste espaço de heresia sobre o mais recente flop camarário. Imediatamente, elementos da claque afecta ao regime tentaram cercá-lo mas o esforço foi vão porque mais não conseguiram que disparar alguns tiros de pólvora seca temperada com ódio sectário e irracional, a arma dos fracos que se colocam na posição de escudo humano de políticos que se estão nas tintas para eles. Sempre muito comovente. Eu pelo menos emociono-me com frequência.

E o que escreveu o João Pedro de tão grave que gerasse tanto mau estar entre as claques? Ora o meu caro amigo teceu algumas considerações sobre o vídeo promocional do turismo da Trofa, que subscrevo na íntegra, vídeo esse que, apesar de ser sobre o turismo local, dedica grande parte do sem tempo de antena à indústria. A indústria local é muito importante para o nosso concelho, contra isso nada. Mas não é turismo. E porque motivo se dedicou parte do vídeo à indústria ou, por exemplo, ao Aquaplace, que de turístico não tem nada, e não se dedicou tempo algum a marcos turísticos incontornáveis como refere, e muito bem no meu entender, o autor?

Está em falta, do que me lembro e passo a enumerar: as grandiosas festas de Nossa Senhora das Dores (250 anos), com os majestosos andores e o fogo de artifício; a romaria ao S. Gonçalo; o “BeLive”; a ExpoTrofa “Tasquinhas”; a Feira Anual da Trofa “feira grande”; o Parque Nossa Senhora das Dores; o Parque das Azenhas; o monte de S.Gens; a rua Conde de S.Bento (onde o comércio está a desaparecer); os trilhos de BTT; os caminhos de S. Tiago; as coletividades e o trabalho associativo, etc. etc. etc.

Mas quem é que fez isto? Quanto custou? Terá sido mais um daqueles ajustes directos de dezenas de milhares de euros que ninguém percebe bem para onde vão e porque são feitos? E não me venham com a treta dos fundos comunitários que o facto de serem comunitários não faz deles menos nossos nem legitima que sejam mal e opacamente gastos. Já agora quem é que aprovou os conteúdos? Porque quem os aprovou só podia estar a dormir. Um vídeo sobre turismo que gasta boa parte do seu tempo com o tecido empresarial e deixa de fora as Festas da Senhoras das Dores? Que ignora a Procissão dos Andores ou o Be Live? Que esquece o São Gonçalo que todos os anos atrai milhares de pessoas? Será que estas pessoas percebem o significado da palavra turismo? A trapalhada é tal que, apesar de tanto uso e abuso do orgulho trofense pré-fabricado eleitoralmente, o nome da nossa terra surge escrito com letra minúscula no final do vídeo. Quem acha que este vídeo vai atrair turistas que ponha a mão no ar. O vídeo é giro, nomeadamente para que nós, trofenses, possamos contemplar muito do que de melhor a nossa terra tem. Só não é um vídeo de turismo. Mas como explicar isto às claques em fúria?

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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