Parque das Azenhas ou Passeio das Azenhas? – ACTUALIZAÇÕES

por Silvéria Miranda 0

(este post vem no seguimento do anterior e serve como seu complemento/actualização)


Após me terem chamado a atenção para este vídeo (obrigada!), partilho-o agora com vocês e faço aqui uma actualização do post anterior. Neste vídeo da TrofaTv, a actual Presidente da Câmara Municipal da Trofa salienta algumas questões de que nem eu, nem o João, nem nenhuma das pessoas que aqui passaram salientaram:

– este passeio das azenhas (desculpem, mas não vou chamar parque a isto, pelo menos não para já) pode perfeitamente ser utilizado por pessoas com mobilidade reduzida e nele circulam facilmente pessoas com carrinhos de bebé;

– o espaço virá a ser usado em articulação com as associações locais ligadas ao ambiente e ao património, com os escuteiros e com as escolas;

– haverá “espaço” para a sensibilização ambiental (centros interpretativos);

– irão ser aproveitadas as potencialidades do rio, com passeios de barco, por exemplo;

– a pesca desportiva foi acautelada;

– sobre as cheias, Joana Lima diz que “esta obra foi acompanhada e foi projectada por técnicos de grande qualidade”. O piso é muito permeável e não corremos o risco de a água empurrar o piso, mas cheias podem acontecer, e pode mesmo ser necessário fazer-se uma limpeza após uma cheia… As próprias margens foram pensadas em função desse eventual problema, acrescenta;

– Sobre os 32mil euros gastos na inauguração, diz: “Todo o dinheiro que é gasto na CMT é gasto com muito rigor e também sobretudo, e neste caso em concreto, com comparticipação a 85% da candidatura. Mas destes 32 mil euros, o que está em causa são a compra, a aquisição de cerca de 2500 maletas pedagógicas, maletas que vão ser oferecidas durante o período de inauguração às crianças do concelho.”;

– Disse também, relativamente ao próximo quadro da agenda europeia 2020: “Estou convencida que nós vamos encontrar um projecto que dê complementaridade a este, mas sobretudo que inclua, que neste faltou e é uma lacuna, a meu ver, neste processo, a requalificação das azenhas existentes, que estão muito estragadas”.

– Além da requalificação das azenhas, falta continuar o percurso até Guidões e Santo Tirso e fazer-se assim um percurso com cerca de 10km, criando-se uma rota das azenhas que faça parte do nosso roteiro cultural e ambiental.

Ora, este vídeo não mudou em nada a minha opinião. Mantenho tudo o que já disse. Mas ainda acrescento mais. Já aqui tinha elogiado a beleza do local, disse até que o piso era bom (ainda bem que está adaptado para as pessoas com mobilidade reduzida). Mas também me mostrei preocupada relativamente às cheias. E essa preocupação, pelos vistos, é da própria autarca também (nem faria sentido de outra forma). Falei-vos também da poluição do rio, e lamento que se fale já em passeios de barco no rio Ave se ele continua hoje mais poluído que eu sei lá. As azenhas, que dão nome ao “parque”, nem sequer vêem a sua requalificação contemplada no projecto inicial!

O que eu não sabia era que se tinham gasto 32 mil euros na inauguração. 20 mil euros em maletas pedagógicas para os miúdos avaliarem a qualidade da água? Em nome da ciência,ok… e os outros 12 mil euros? São prioridades que não entendo. Continuo a preferir que pelo menos esses 12 mil euros sejam gastos naquilo que realmente faz falta para que esta seja uma primeira fase efectivamente completa.

Além disso, se nesta primeira fase, que corresponde apenas a uma parte do que se pretende, o custo da inauguração já foi este, quantos 32mil euros se gastarão mais em quantas inaugurações de mais fases? É só uma dúvida minha…

Posto isto, continuo a defender que esta foi uma inauguração prematura. A dita primeira fase tanto não está pronta, que hoje os senhores das obras continuavam por lá…

Deixo-vos, também, uma imagem que é da autoria do Bloco de Esquerda da Trofa, embora o que está aqui em causa não seja a sua autoria, mas o que retracta…


Por fim, e para todos os defensores da Joana Lima (não é da Câmara, nem sequer do PS), deixo aqui um reparo. Tal como eu até já disse em coisas que nada têm a ver com isto, o que aqui se escreve é uma opinião de quem escreve os textos em causa (tal está mesmo nas regras do blogue). Tanto que isto é um espaço de opinião, e não um jornal ou algo disfarçado de jornal. E por isso mesmo é que procuramos dar-vos os locais de onde tiramos a informação. Ver essa mesma informação é um direito e um dever vosso, para que façam a vossa interpretação dos factos. Se os locais de onde essa informação provém são tendenciosos, isso também já fica ao vosso critério. Mas procurem, de uma vez por todas, interpretarem bem o que aqui se diz (nos comentários inclusive) para que depois possam dar a vossa opinião (contrária à aqui manifestada ou não) de forma coerente.

Não temos clientelas nem personalizamos as coisas. É-nos indiferente se é o João ou a Joana, se é um médico ou um dono de café. Falamos de cargos, não de pessoas que muitas vezes nem conhecemos fora do círculo político.

Silvéria Miranda

Sempre tive como velha máxima que os factos são sagrados e as opiniões livres. Foi com essa premissa que criámos este espaço e é por ela que me rejo em cada palavra que aqui escrevo. Sem qualquer interesse que não o de ajudar a construir uma Trofa melhor, mais justa e apelativa, digo orgulhosamente que sou tanto da Trofa como a Trofa é minha!

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