A segunda vinda

por João Mendes 0

Eles pensavam que nos calavam.

Tentaram com os clones, tentaram com vandalismo, tentaram com ameaças e desceram ao nível de tentar recorrendo à invenção de boatos, arte na qual são versados, mas nada disso funcionou. Ficaram confusos. Não estavam habituados. Perceberam a mal que os métodos do passado, transmitidos por caciques ultrapassados, de pouco lhes valiam.

Foi então que decidiram recorrer a quem sabe como estas coisas da subversão moderna funcionam. Explicaram-lhes que calar os gajos não era possível, mas que era possível complicar-lhes a vida, dar-lhes trabalho extra. Foi então que surgiu a ideia de fazer uma denúncia em massa, forçando assim o Facebook a criar barreiras entre os leitores do blogue E a Trofa é Minha e os conteúdos lá publicados. Foi bonito perceber a devoção que esses saloios telecomandados tinham por nós para se darem a tanto trabalho. Mas antes isso do que nos fazerem uma espera.

Acontece que por não servir clientelas e por ser percepcionado pela esmagadora maioria dos nossos leitores como uma plataforma que procura servir apenas e só a Trofa, o blogue E a Trofa é Minha contou desde cedo com um apoio incrível da parte dos seus amigos. Entre eles, vários procuraram ajudar a ultrapassar o problema sem contudo, e apesar da sua boa vontade, terem sucesso. Até que chegou alguém que trazia consigo uma solução: criar um site. Um site que hoje vê a luz do dia e que traz consigo muitas e boas novidades.

A primeira grande novidade é o alargamento do painel, que contará com participações de várias personalidades trofenses, ligadas ao mundo empresarial, associativo e cultural. O João Pedro Costa e o Luís Cardoso, cidadãos trofenses interventivos e fervorosos adeptos da liberdade de expressão, os ilustres escritores trofenses Alexandra Santos, Hélder Castro “Figuinho”, José Calheiros (homem da blogosfera ainda eu não sabia o que era a blogosfera) e o Luís Ferreira Gomes bem como o jovem fotógrafo Diogo Costa são as grandes contratações deste defeso, que trarão outras perspectivas sobre a Trofa, alargando o raio de acção deste espaço de pluralidade. A todos eles um bem-haja, o meu sincero agradecimento por terem aceitado este desafio e os votos de que se sintam em casa, que se divirtam e, acima de tudo, que se sintam livres para escrever sobre a nossa terra. Esta casa passa a partir de hoje a ser também a vossa casa.   

A segunda novidade é a própria plataforma, que evoluiu de blogue para site, tornando-se mais dinâmica, organizada e visualmente mais atractiva. Espero que vos proporcione bons momentos de leitura, que seja do vosso agrado e que a acarinhem com acarinharam o projecto inicial ao longo de quase dois anos.

Finalmente, e porque os últimos são sempre os primeiros, reforçar o agradecimento a todos aqueles que estiveram ao lado deste projecto. É na Trofa mas também em todos vós que o E a Trofa é Minha encontra a sua razão de ser. Os vossos contributos e sugestões continuam ser muito bem-vindos: sintam-se livres para entrar, a porta está aberta! Convosco somos mais fortes. Muito obrigado.

Hoje é primeiro dia do resto da vida deste espaço. No princípio era o blogue, chegou a hora da segunda vinda. Começamos por ser dois, hoje somos dez. Amanhã seremos muitos mais. Da Trofa para e pela Trofa. Sem medos nem clientelas.

Um abraço amigo

João Mendes

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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