Baixos instrumentos da patada

por Pedro Amaro Santos 0

Uns miúdos fixes que poderiam perfeitamente estar envolvidos numas cenas de batatada.

De cada vez que publico umas ideias nesta página, fico sempre mais ou menos atento aos comentários que poderão chegar. Para bem ou mal dos autores do blog, adivinha-se que pouca gente comente e deixe as suas ideias bem assumidas. Vamos supor que é por a ferramenta dos comentários não ser tão prática quanto o facebook.

Na última semana, espantei-me em quando recebi um e-mail que apontava um comentário ao meu último texto. Admito que senti algum contentamento. Finalmente alguém assumia discordar de algum ponto do texto.  Não, afinal não. Era só um anónimo qualquer a deixar um recado. Supostamente um qualquer bando de laranja pegou-se com um qualquer bando de rosa à saída de um qualquer espaço de copos trofense. Sendo verdade, compreendo perfeitamente que alguém esteja ansioso por ver os factos debatidos. Se não estivesse era estranho e provava que estaríamos todos conformados com os episódios de bofetadas entre bandos coloridos no faroeste trofense.

Teria interesse tratar esse tema mas, sinceramente, só espero que ambos os bandos tenham praticado todas as suas habilidades. Começo a imaginar uma espécie de competição de lutas de rua para bandos coloridos. Tal como no desfecho da última batalha, espero que as autoridades, se for o caso, tratem de apurar responsabilidades e a comunicação social trate de tornar público o caso. Só depois perderei tempo com o escrutínio da postura que responsabilizados do nosso conselho têm. Até lá, não acho que a baixeza de casos como estes mereçam rios de tinta.

O que me faz escrever este texto é mais que isto das lutas de rua. O que me faz escrever este texto é a lógica da instrumentalização em que assenta a sede de divulgação de um destes casos. No fundo é a mesma lógica que justifica que eles existam.

Até fico lisonjeado que um qualquer Peter Parker trofense tente denunciar um caso destes. Contudo, todos sabemos que o território diamante não tem super-heróis vigilantes e incorruptiveis. Não quero parecer ingrato para com o simpático anónimo mas, se tem acesso a informações tão exclusivas quanto esta, faça o favor de as divulgar.

É muito fácil pôr o Senhor Joaquim Barbeiro a comentar que o sobrinho do Arnaldo que anda na politica levou uns galhetes. É a lógica da instrumentalização da opinião, em vez do esclarecimento. Da mesma forma, tentarem servir-se deste espaço para emular justiceiros da verdade que no fundo só sustentam um discurso manipulador, é descabido. Enquanto podíamos estar a debater a qualidade das actividades da CMT durante os anunciados promissores primeiros meses do ano, temos de estar aqui a perder tempo com quem, se andou ao soco, não merece sequer tempo de antena.

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