O que nos reserva 2015?

por João Mendes 0

O ano de 2014 chegou ao fim. 2015 será ano de eleições legislativas e avizinha-se festa brava, ligeiras descidas de impostos e inaugurações com fartura. Por cá, será o ano da inauguração do renovado parque Nossa Senhora das Dores/Dr. Lima Carneiro, uma obra tão necessária e esperada quanto nebulosa e controversa, marcada por situações suspeitas com o caso da entrega da obra à empresa que apresentou o 5º melhor orçamento e que se encontrava em situação de pré-insolvência à cabeça, mas também por falhar com os prazos contratualizados e pelos constantes problemas que são do conhecimento da generalidade dos trofenses. Mas a julgar pelos ajustes directos feitos recentemente no âmbito da inauguração desta obra, é expectável que o novo parque seja inaugurado no início do Verão. Se correr bem claro.

Por falar em ajustes directos, 2015 será também o ano em que ficaremos a conhecer a origem da neblina que envolve alguns ajustes directos recentemente contratualizados entre a CMT e entidades privadas. O estranho caso de Paula Cristina Teixeira Moreira e ahistória das duas empresas de Fernando Henrique Moreno, com sede na exacta mesma morada e com dois contratos que poderiam facilmente fundir-se num sóainda que tal obrigasse a concurso público, são dois exemplos sobre os quais, a julgar pelas palavras do presidente Sérgio Humberto num programa televisivo recente, serão brevemente prestadas contas a todos os trofenses. A ver vamos.

É expectável que 2015 seja também o ano da chegada do tão esperado investimento. Apesar de ainda não haver notícias sobre a empresa tunisina que anunciou, com alguma pompa, o início do evangelho do “orgulho trofense”, a verdade é que o investimento privado visível foi uma miragem neste primeiro ano de governação da coligação PSD/CDS-PP e o desemprego continua a ser uma ameaça à fixação dos jovens no concelho e à população em geral. Que trunfos terá o executivo na manga para combater este problema e para criar soluções? Está na hora de passar das palavras aos actos. Falas mansas e fotografias bonitas na página do Facebook valem muito pouco.

Uma das grandes incógnitas que ocupa a mente das esmagadora maioria dos trofenses prende-se com a possibilidade de 2015 nos trazer a tão esperada variante à EN14. A julgar pela gaffe cometida recentemente no Facebook da deputada Emília Santos (PSD) e pela velocidade com que a mesma desapareceu parece que será mesmo este ano. Aguarda-se uma visita triunfante do especialista em ONG’s oriundo de Massamá para um belo momento de propaganda eleitoral, já com as Legislativas deste ano no horizonte. Para as aspirações políticas de Passos Coelho, 2015 é o ano perfeito para anunciar esta obra numa zona onde a influência do PSD deve ser mantida a todo o custo. Resta saber se avança mesmo em 2015 ou se a ausência de calendarização denunciada pelo PCP antecipa mais um embuste.

Mas 2015 não se poderá esgotar na relevância dos quatro tópicos referidos em cima. Urge encontrar uma solução para o Parque das Azenhas, que apesar de ainda não existir (ou pelo menos não ser publica), já dá origem a bons ajustes directos no habitual campo da publicidade. Urge também perceber se a criação da marca Trofa terá algum impacto visível para além do meramente propagandístico, fundamentalmente inútil. O novo centro de saúde de Santiago de Bougado avança mesmo este ano? E o metro? Estará “morto e enterrado”? O Be Live deste ano será novamente apenas para os jovens de Bougado? Os artistas da casa serão novamente explorados enquanto se pagam dezenas de milhares de euros a outros artistas? O problema da Savinor vai começar a ser solucionado? E o jornal do regime, o Correio da Trofa, receberá este ano mais uns milhares de euros num qualquer ajuste directo vergonhoso?

Muitas perguntas e poucas respostas. Pelo meio o preço da água volta a subir, existem muitos fornecedores que ainda não sentiram a suave brisa do “orgulho trofense”, muitos buracos por tapar, especialmente noutras freguesias que não a de Bougado e a Segurança Social em risco de encerrar. Há muito trabalho para fazer e nós por cá, neste nosso cantinho em formato de blogue, estaremos ainda mais atentos, agora que o Pedro chegou para reforçar a nossa equipa. E o mercado de Inverno ainda não fechou. Preparem-se para mais um ano em que este grupo de heréticos desnaturados insistirão em esmiuçar a realidade política do concelho da Trofa. Sem medo nem clientelas. E só tende a “piorar”.

Para fechar, um enorme obrigado a todos os que seguiram, apoiaram e incentivaram o nosso projecto ao longo do ano de 2014. Espero, da minha parte, que continuemos a ser dignos do vosso tempo e atenção e aproveito para vos desejar a todos um grande ano de 2015 :)

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

Comentários

Deixar um comentário

Faça Login para comentar.