Não é o dinheiro sectários, é a atitude!!!

por João Mendes 0

Algumas pessoas, ligadas directa ou indirectamente ao executivo camarário, tentaram contornar a denúncia feita neste espaço relativamente ao favorecimento concedido ao Correio da Trofa pela executivo camarário. Antes de passar ao desmantelamento das duas críticas mais estúpidas e interessantes, não posso deixar de referir o quão curioso é ver estas almas, sempre tão caladinhas perante tanta argolada que vão metendo ou com as quais são coniventes, aparecerem agora muito indignadas, tentando branquear este escândalo misturando alhos com bugalhos. Se calhar devem pensar que ainda estão no tempo de um certo blog onde se manipulavam discussões com “anónimos” e se apagavam comentários incómodos para desvirtuar os debates. Esse tempo acabou meus caros. Acabou e será cada vez mais difícil de manipularem quem quer que seja. Se calhar coloquei o dedo na ferida certa com muita força. Não lamento. O meu compromisso é para com os meus conterrâneos e para com a minha terra. Sempre e não apenas quando tal vai de encontro aos interesses do meu partido, que não tenho.

Vamos então olhar para as duas críticas que foram feitas a esta denúncia:

Crítica nº 1: Estás a atacar o Correio da Trofa (CT) porque agora trabalhas no Notícias da Trofa (NT)

Em primeiro lugar eu não trabalho no NT. Quem trabalha no NT tem um contrato de trabalho e recebe um salário e eu nem uma nem a outra. Fui convidado para escrever artigos de opinião e aceitei, ponto. Mas mesmo que não fosse assim, já no passado critiquei o CT por ocasião da cobertura do incidente da porrada entre as jotas ou pela cobertura feita às internas do PS Trofa. Muito antes de escrever no NT, jornal onde agora escrevo e que também critiquei no passado.

Mas esta crítica não é nova, principalmente vinda de jotas. Quando critiquei a forma irresponsável como a obra do Parque das Azenhas foi conduzida, algo que, como agora, me valeu umas boas ameaças anónimas, pessoas ligadas ao PS acusaram-me de estar ao serviço da direita. Agora que a questão se inverte acusam-me do oposto. Isto é uma táctica, tão básica como idiota, que gente sem argumentos com substância usa. Quando lhes convém é cidadania, quando não lhes convém encomendado pelos seus adversários. Nada que nos deva espantar vindo de pessoas para quem o conceito de imparcialidade está indexado a directrizes partidárias.

Contudo, e independentemente daquilo que escrevi anteriormente, será que estas pessoas não perceberam que a crítica foi para o executivo liderado pela coligação Unidos pela Trofa e não para o CT? É a CMT que gere o os recursos da autarquia, não o jornal afecto à coligação.

Crítica nº 2: Estas a comparar o incomparável

Algumas pessoas tentaram explorar o facto de eu ter usado um vídeo com uma compilação de supostas argoladas do anterior executivo, partilhado em massa nas redes sociais por militantes e simpatizantes da direita trofense durante a campanha eleitoral das anteriores autárquicas, com o caso que agora foi revelado. Queria relembrar-lhes que o texto em causa em momento algum sugere sequer essa comparação. O que questiona é se as mesmas pessoas que se revoltaram com todas e cada uma daquelas situações se revoltarão agora com esta. E a verdade é que, apesar das evidências, ficaram todos caladinhos e remetidos à sua cobardia politico-partidária. Todos. E isso demonstra bem qual a sua posição face aos superiores interesses do nosso concelho: partido, partido, partido.

Talvez no final do corrente mandato surja um vídeo semelhante dedicado à coligação, não sei. Espero e quero acreditar que não. Mas o que aqui está em questão é a atitude em si, não o número de atitudes ou o valor que elas representam. Porque um favorecimento é sempre errado e imoral, não é preciso que aconteçam 10 para que a prática passe de aceitável a reprovável. E são estas práticas, disseminadas um pouco por todo o nosso país, que levaram ao caos económico em que hoje vivemos. Fazer a mudança não é mudar um bocado, uma parte. Ou se muda, ou não se muda. No campo da honestidade e da transparência não existe meio termo. Ou se é SEMPRE, ou não se é, simples.

Finalmente, e se ainda existe alguém que tenha dúvidas sobre esta negociata, faça o favor de clicar aqui (a palavra “aqui”, como todas as que aparecem com este sublinhado e esta cor, são hiperligações que remetem sites onde encontrarão provas factuais, neste caso o contrato celebrado entre o CT e CMT. Ao contrário de outras pessoas, os responsáveis deste blog não baseiam a sua argumentação em mentiras ou boatos) e será redireccionado para o site governamental base.gov onde estão alojados, entre outros documentos e informações, todos os contratos públicos assinados pela nossa autarquia e empresas municipais.

Não consigo ser mais claro do que isto. Mas, se quiserem, podem sempre tentar outra vez. Há-de haver sempre um ovelhita ou outra que consigam convencer…

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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