Inundações, submarinos e o silêncio politico-partidário

por João Mendes 0

Ainda mal começou o  Outono e as primeiras chuvas já antecipam aquilo que nos espera: ruas inundadas, trânsito caótico, acidentes e a instrumentalização politico-partidária que se exige nestas andanças. Claro que, perante novo executivo, os soldados trocaram posições. Mas o desenrolar da história, esse, é o do costume.

Há coisa de um ano atrás, esta bela montagem do submarino amarelo em frente à Câmara Municipal da Trofa correu as redes sociais pelas mãos de inúmeros militantes e aficionados dos partidos da direita, então na oposição. Deu origem a discussões acesas, piadas básicas e atribuição de culpas que não eram exclusivas do executivo socialista mas transversais a anos de irresponsabilidade a nível de manutenção da rede de escoamento e, sobretudo, devido a construções sobre terrenos impróprios para construção, com o caso da zona pantanosa das Pateiras à cabeça.

Este problema vai continuar a acontecer, ano após ano. É possível minimizá-lo se a manutenção for eficiente mas, em determinadas zonas, e um pouco à semelhança do que acontece por todo o país, vai ser um problema que muito provavelmente ainda cá estará quando nós já não estivermos. Porque os interesses imobiliários, que tão bem instrumentalizam o poder, continuarão a sobrepor-se às necessidades reais da população.

Até lá, vamos continuar a assistir às patéticas discussões entre pessoas que se calam ou que criticam efusivamente consoante o partido que estiver no poder. Porque para essas pessoas, como em tantos outros temas, o que interessa é denegrir a sua oposição e garantir que o seu partido “ganha”. Primeiro o partido, depois as pessoas. Independentemente das figuras tristes que tiverem que fazer.

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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