A banana da discórdia

por João Mendes 0

Foto de Gaby Leal Silva e “arranjo” de Manuel Veloso

O Notícias da Trofa (NT) chama a esta coisa um “separador traiçoeiro”. Parece-me que todos os que directa ou indirectamente estão envolvidos na implementação desta coisa,desta banana, como lhe chamam, devem agradecer ao NT a gentileza e também levantarem as mãos ao Senhor porque os jornalistas usam muitos eufemismos por razões óbvias. Isto não é só traiçoeiro. É inestético, desnecessário e, como foi possível verificar nos últimos dias, incómodo.

Podemos argumentar que a causa por vários incidentes que esta banana já proporcionou é a falta de atenção por parte dos condutores. Esta poderá ser uma das causas, é um facto. Mas não me venham dizer que acham que isto faz algum sentido, que faz o trânsito ficar mais fluído ou que ajuda em alguma coisa. Não ajuda. Pelo contrário.

A minha área de formação não é, de todo, a engenharia, e calo-me muitas vezes em assuntos que não domino porque do achar ao ter a certeza vai uma grande distância. Mas aqui não é preciso ter um mestrado em engenharia, arquitectura, whatever. Nem sequer carta de condução. Isto causa transtorno. Faz as pessoas pararem no meio da rotunda. E se a ideia era facilitar algo que eu ainda não percebi o que era, lamento, senhores, mas saiu tudo ao lado.

Não me interessa se são normas europeias, directivas não sei de onde, projectos já aprovados que têm de ser postos em prática. Contra factos não há argumentos e estes pequenos incidentes (que esperemos que nunca se tornem em acidentes), bem comorelatos de outros que o NT não presenciou, mas que algumas pessoas já relataram no seu Facebook, só provam o óbvio. Tirem-me esta merda este separador dali, por favor!

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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