O pelotão que guarda a estrada

por João Mendes 0

(Foto: O Notícíias da Trofa)

Todos os dias atravesso a ponte sobre o Rio Ave em direcção ao meu local de trabalho. Uma viagem onde aproveito para tomar o pequeno-almoço enquanto ouço o José Nunes a dar as últimas do futebol e, de seguida, a curta mas sempre encantadora crónica do Fernando Alves. O resto são carros e caras sonolentas, um buraco aqui e outro acolá, um conhecido em sentido contrário que me cumprimenta e aquele para/arranca que tão bem distingue a N14 em hora de ponta.

Mas há algo de novo no meu monótono percurso. Nestas duas semanas que trabalhei desde que regressei de férias, e não posso precisar se terá acontecido todos os dias mas seguramente na esmagadora maioria deles, há um pequeno contingente de Polícia Municipal com quem me cruzo, que aparentemente guarda aquela linha amarela torta que ali foi traçada com o objectivo de impedir aqueles que circulam no sentido Famalicão – Trofa de virar na rua imediatamente a seguir à ponte (Rua António Sousa Reis).

Não vou discutir a alteração que ali foi efectuada, apesar do traçado amarelo sugerir que seja temporária. Tão pouco irei contestar a geometria daquele traço na estrada, que apesar de torto poderá muito bem ter uma explicação para assim o ser. Mas ver ali 3 agentes da Polícia Municipal, tanto por volta das 08:45h como ao final da tarde, que ali estão a ver o trânsito passar deixa-me curioso. Por que motivo ali estarão? Será para impedir novos convites à transgressão, tal como continua a acontecer, todos os dias, em frente ao parque? Não vejo outro motivo. Um agente não chegaria? Para quê 3? Temos assim tantos policias municipais que possamos ter ali destacados 3 agentes? E que tal destacar 2 dos 3 que ali costumam estar para outros locais onde possam ser necessários? Já agora, serão os condutores crianças que precisem de ser monitorizados? A carta de condução que tiraram não lhes permitem concluir que não é mais possível virar naquela rua? São dúvidas que me assaltam. Talvez haja falta da trabalho para a PM trofense. Ou algo que me ultrapassa…

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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