Um parque que nunca o chegou a ser…

por Silvéria Miranda 0

Não é segredo para ninguém que o “Parque” das Azenhas me chama a atenção de uma forma muito particular. Praticamente desde a sua génese que vejo ali muito potencial, mas também várias falhas. Pois bem, desde que ele foi de certa forma fechado ao público que volta e meia surgem fotografias nas redes sociais e até na comunicação social sobre ele. E fotografias nada abonatórias, diga-se. Por tudo isto, decidi que estava na altura de ir eu própria fazer uma visita e ver pelos meus próprios olhos o actual estado daquele espaço.

(Desde já refiro que a minha visita, feita no passado domingo, contemplou apenas o troço entre a chamada ponte de ferro e a ponte que dá acesso a Ribeirão.)

Quando iniciei a minha visita, a primeira coisa que me ocorreu foi: “ok, isto está mau, mas não assim tãoooooooo mau quanto às vezes o querem pintar”. Algumas partes do piso cederam (foto 1), é um facto. Se ninguém fizer nada, outras vão pelo mesmo caminho nas próximas cheias… Há um ou outro poste de electricidade prestes a cair (foto 2) e continua a haver uma espécie de esgoto a céu aberto (foto 3), mas isso, no meio de tudo, até não é o que mais me choca.


Parque das Azenhas - 11052014 2

Foto 2

Parque das Azenhas - 11052014 3

Foto 3

O que me choca é o facto de não se procurar pelo menos manter o que o rio ainda não levou. Ou melhor, vou reformular: preocupa-me o facto de não haver forma de fazer algo de imediato, sendo preciso esperar por uma série de trâmites legais que demoram, demoram… Estamos num país burocrático, numa Europa burocrática, e primeiro que se desbloqueiem os mecanismos necessários para a correcção destes desastres políticos lá se foram uns milhões de euros por água abaixo, literalmente!
Com ou sem sinalização a alertar para o perigo que possa existir, as pessoas vão continuar a usar este espaço (convenhamos que entre correr aqui e correr nas nossas estradas sem passeios nem sei bem qual o mais perigoso!) e nem um passeio limpo têm (foto 4)!!! É erva por todo o lado (foto 5), bem como bancos (foto 6) e até caixotes do lixo (foto 7) que mal se vêem!

Contudo, quero chamar-vos a atenção para uma coisa: não se deixem levar pelas expressões mais dramáticas, pelas fotografias mais assustadoras (e eu própria caí na tentação de registar o pior) ou pelos discursos mais inflamados. Vejam pelos vossos próprios olhos.  Os meus, o que viram, foi um espaço nitidamente danificado, mas que parece ainda pior pela falta de limpeza. Se nada for feito, e mesmo não sendo engenheira civil, arrisco-me a dizer que com o próximo inverno ainda mais danos serão causados. E aí os milhões gastos serão totalmente desperdiçados (não vamos falar de responsabilidades, porque essas são como a culpa, morrem solteiras). Porém, se houver (se houvesse) uma intervenção rápida (diria até urgente), mesmo que isso implique uma quantia considerável (e quem é que vai financiar isto?), os milhões já investidos não terão sido integralmente em vão…

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Foto 4

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Foto 5

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Foto 6

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Foto 7


Silvéria Miranda

Sempre tive como velha máxima que os factos são sagrados e as opiniões livres. Foi com essa premissa que criámos este espaço e é por ela que me rejo em cada palavra que aqui escrevo. Sem qualquer interesse que não o de ajudar a construir uma Trofa melhor, mais justa e apelativa, digo orgulhosamente que sou tanto da Trofa como a Trofa é minha!

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