As iniciativas que fazem falta!

por Silvéria Miranda 0

O texto que vos trago hoje é um 2 em 1. Por um lado, gostava de vos falar de uma coisa que me entristece um bocado que não tenhamos na Trofa. Por outro lado, dando a ideia, vou aproveitar para vos dar exemplos de como esta ideia se podia concretizar e quem nela poderia participar.

Pois bem, algo que se vê proliferar por este país fora, nomeadamente nos concelhos vizinhos, é a realização de pequenas feiras, a decorrerem, por exemplo, no segundo sábado do mês (há pelo menos 4 sábados e 4 domingos no mês, por isso há muita variedade no que diz respeito à escolha da data), e sempre nesse sábado, feiras essas que podem ser de velharias e antiguidades (como acontece ao segundo domingo de cada mês em Macieira da Maia, Vila do Conde) ou, então, onde os pequenos comerciantes da zona, nomeadamente desempregados que se dedicam aos trabalhos manuais (confecção de carteiras de senhora, guarda-jóias, quadros, bijuteria, cadernos, etc.) e até à confecção de bolos e bombons caseiros podem (gratuitamente ou por um valor razoável, uma vez que estamos a falar de pequenos negócios ainda em expansão) expor as suas obras num local agradável do concelho (ainda no passado dia 8, sábado, visitei algo semelhante em Famalicão).

O problema é: nós não temos um local aprazível e acessível na Trofa onde uma coisa destas se pudesse realizar (ou, se tivermos, corrijam-me, que estamos cá todos para dar ideias também)! Temos vários com potencial, mas nenhum nas devidas condições. Podemos falar na zona envolvente à estação, que tem espaço suficiente para uma coisa destas, mas não estamos a falar de um local bonito (com um “parque” que foi parcialmente “comido” pelo rio Ave e outro que, nesta altura, mais não é que montes de terra, fica difícil!). Embora, claro, fosse melhor que nada. Temos, isso sim, pequenos negócios trofenses que podiam estar presentes numa coisa destas, como Party & DesignBear BooksBigodes de chocolateChá d’expressãoSelfmade, etc. Temos, inclusive, vários músicos, de diferentes géneros musicais, que podiam animar o evento. E escritores, como o José Calheiros ou o Hélder Castro, que poderiam apresentar os seus livros. Mais os pintores, escultores, etc. para exporem as suas obras. Estou apenas a falar-vos de pessoas que eu conheço e de quem me lembrei agora, mas certamente conhecem muitos outros dignos de registo.

Esta altura do ano é propícia a isso tudo. E é uma maneira de as pessoas saírem de casa para usufruírem de algo agradável na sua terra, na nossa terra, aquela que é um “diamante em bruto” feito de toda esta gente empreendedora. Sobretudo numa altura em que cada vez mais se dá valor ao que é personalizado, um espaço onde se apresentassem frequentemente peças únicas, feitas aos gostos de cada um, o mais saudáveis possível (no caso dos alimentos) e onde se misturasse tudo isto com uma oferta cultural variada (a falta que me faz a venda de livros usados na Trofa e o quão precisamos de ter livros a preços acessíveis como forma de incentivar a leitura!) seria uma mais valia, sem dúvida. Eu acho que era de se apostar nisto, e vocês?

Silvéria Miranda

Sempre tive como velha máxima que os factos são sagrados e as opiniões livres. Foi com essa premissa que criámos este espaço e é por ela que me rejo em cada palavra que aqui escrevo. Sem qualquer interesse que não o de ajudar a construir uma Trofa melhor, mais justa e apelativa, digo orgulhosamente que sou tanto da Trofa como a Trofa é minha!

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