São basicamente os herdeiros do S. Gonçalo!

por João Mendes 0

(gostaria de vos apresentar uma foto melhor mas neste tipo de eventos a malta tem mais que fazer do que andar a tirar fotos…)

Não serão com certeza os únicos. Até porque o que não faltou na edição de 2014 do S. Gonçalo (e em todas as edições que já levo nas pernas, mais de 20) foram jovens. Mas tenho sérias dúvidas que existam mais estabelecimentos geridos por jovens, nesta que é a, pelo menos para mim, a GRANDE festa do meu concelho. Sou um “goncaólico” :)

Os homens por detrás da cortina são o Bruno “Natcha” Moreira e o Sérgio Araújo. Não são os únicos (ao que pude apurar, este ano contaram com a importante ajuda do Ricardo “Mota” Oliveira e do meu amigo José Santos, entre outros) mas são o cérebro, o coração e a variável constante das 7 edições que o estabelecimentoBasicamente sabes disso… Agora pensa!!! já leva. Como estamos perante um nome que tem tanto de engraçado como de extenso, doravante refiro-me a ele como “tasco”. Por favor não entendam o termo “tasco” num sentido depreciativo. A minha intenção está a léguas dessa interpretação! A palavra “tasco” remete-me para um ambiente descontraído onde se come e bebe alegremente sem perder tempo com etiquetas ou manias que não são comuns na nossa cultura. E é isso mesmo que encontro, ano após ano, no “tasco” do Sérgio (nome que lhe costumo dar pois houve um tempo em que apenas conhecia o Sérgio e dai a referência): gente descontraída a comer, a beber e a falar até ao sol nascer se for caso disso! E se correr bem, pode ser que passem por lá umas concertinas, a guitarra do Benício e homens de barba rija como o Macedo, para mostrar a todos que o cantar ao desafio também não vai morrer na nossa geração.

Este ano lá fui eu outra vez. Juntei uns amigos, a que se juntaram outros amigos que nem da Trofa são, e fomos todos em direcção ao S. Gonçalo de Covelas. Caos total para estacionar, muita gente na rua e muitas malgas nas mãos dos romeiros, de todas as idades, que se divertem em autênticos raids de bar em bar. O tasco do Sérgio tinha mudado de sítio este ano. Depois de 5 anos num saudoso barracão improvisado, feito com paus, plástico e remendos variados, local onde fui muito feliz e onde descobri o doce sabor doabafadinho, mudou-se no ano passado o estabelecimento para uma casa, mesmo à entrada da aldeia, para depois o voltar a mudar (espero que definitivamente) para uma casa enorme junto da escola primária. Quem viu o local deste ano e se lembra do bom velho barracão de outrora notará com certeza uma diferença abismal: a cozinha deste ano era maior do que todo o bar do início desta aventura. Mas, acima de tudo, notará que estes jovens estão a dar o seu melhor para manter viva uma tradição, num país que teima em tentar destruir as suas. E isso é mais do que notável!

Que mais posso eu dizer? Que todos os anos me divirto como se não houvesse amanhã? Que me vejo rodeado por um ambiente fantástico onde as estúpidas etiquetas dos bares e das discotecas da moda não chegam sequer a entrar? Que ano após ano, sem excepção, encontro amigos que já não vejo há anos e que me perco em conversas que não me permitem ver o tempo a passar? Tudo o que pudesse dizer seria pouco para agradecer ao Sérgio e ao Natcha pelo “serviço” que me prestam todos os anos.Se eu “mandasse” (já lhes disse isto a eles mais que uma vez), havia um mini-S. Gonçalo de dois em dois meses para aguçar o apetite para a grande festa de Janeiro! Não há mas pelo menos existe a esperança, reforçada ano após ano, de que no ano seguinte eles lá estarão, sem dormir direito uma noite que seja, para garantir que o meu S. Gonçalo (e o de muitos) volta a ser grandioso!

Obrigado meus amigos! Contem comigo todos os anos que a vida me deixar visitar-vos para umas bifanas, meia-dúzia de malgas, conversas animadas e muita “trengueira”! Lutarei com todas as minhas forças para fazer jus a máxima “o S. Gonçalo não é para quem quer: é para quem aguenta!”

SGona

João Mendes

Radicalmente contra todas as formas de instrumentalização dos recursos públicos em função dos apetites partidários e com um apetite insaciável pela desconstrução de mentiras e outros embustes que nos são diariamente oferecidos pelas elites dirigentes, a minha luta é por um concelho da Trofa mais transparente, mais íntegro e no sentido da evolução contínua, onde o poder cuja função é servir-nos pode e deve ser questionado. Das pessoas para as pessoas, sem medo nem clientelas.

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